Flechas lançadas ao infinito são dardos inquietantes que nos sugerem a ambivalência de um desconhecido que nos coloca ora diante de nosso gigantismo, ora ante nossa pequenez
Nietzsche dizia que no mundo da arte e da filosofia, o Homem trabalha para uma imortalidade do intelecto. E eu concluo que no mundo da poesia e da arte, o Homem trabalha para uma imortalidade da alma.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
TRÉPLICA AO PEDRO VICENTE
Como não dialogar com seu poema que desfila impávido e repleto de analogias e eufonia? me agrada o acaso, me acusa contato.
Reverbera aquela tal quimera que contagiava
nossas almas de meninos encantados com aquelas
bonecas que moravam na vitrine do salão, onde a
Maria e a Emilia faziam de conta que a brincadeira
do "mia gato" era apenas euforia pós-ceia.
Mal sabiam que aquele som melodioso da harpa que
penetrava nossos ouvidos e corações eram sutis notas
oriundas dos porta-retratos.
DAS RELAÇÕES
Estou farta de afetos líquidos.
Estes dilatam, se diluem, não acrescentam.
Os sólidos me encantam mais:
nutrem meu coração faminto,
dão sabor à minha vida
e um sentido aos meus ais.
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