terça-feira, 22 de setembro de 2009

Do Fruto a Fruta


Foi numa daquelas vezes entre cheiro de bolo no forno e fruta colhida do pé,Adicionar imagem que descobri que minha vida é uma poesia, talvez um romance, algumas vezes um drama, um policial e quem sabe um conto de fadas. O conto do momento é extremamente atual.
A minha casa está passando por uma reforma na pintura de todos os cômodos. O meu quarto, por exemplo, está de pernas para o ar. A minha cama está repleta de livros, caixas de cd´s - algumas cheias outras vazias; pequenos objetos e superficialidades que são as minhas amarras e que fazem parte da minha bagagem atemporal. . Além desse cenário caótico, tenho que administrar a sala de estar que existe dentro de mim e buscar harmonia nos detalhes, no que há de mais essencial.
Tenho fragilidades palpáveis e visíveis como uma obra de Frida Khalo. A minha pintura intíma retrata curvas e superfícies do meu ser. Meus desejos têm sabores de frutas colhidas do pé e cheiro de água extraída da fonte.
22/9/09

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Fada

"Sabe de onde vem a palavra fada? É originária do latim fatum, que vem do grego, que significa "coisa que brilha".Fada e todos os seus derivados, como fábula, falar, fatalidade, fado… confirmam que quem escreve contos de fada quer fazer algo brilhar na cabeça dos leitores.De onde vêm as fadas?As fadas existem em todos os cantos do mundo, em cada lugar originadas de formas diferentes dependendo da cultura local."

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Conto Infantil


Quando eu era criança, dizia que ia casar com 24 anos. Essa idade estava um tanto distante dos meus atuais 28 anos, no entanto, a idade passou por mim, eu passei por ela e não casei. Interessante constatar esse fato, não? Eu pensava muito, imaginava como seria a minha vida dali há uns dez anos para frente. Todo pensamento e toda imaginação que eu tinha, eram acompanhados de sabores e sensações plurais. O mundo do faz de conta e da fantasia me encantavam e davam sentido ao meu viver. Eu questionava muito, queria saber o motivo das coisas. No dia do meu aniversário, eu perguntava várias vezes para a minha mãe se aquele dia, era realmente o dia do meu aniversário. Cada vez que ela confirmava, uma sensação maravilhosa contagiava o meu ser. A minha avó paterna era muito culta e tinha uma curiosidade aguçada .Vovó lia livros de histórias infantis clássicas para mim e para meus irmãos. Nós adorávamos e fazíamos perguntas sobre o que escutávamos. Eu gostava de ficar ajoelhadinha no colo da vovó e escutava atentamente a história. Enquanto eu permanecia naquela posição,  observava seus detalhes. As ruginhas, o par de brincos redondinhos de cor cinza, seus óculos de grau que usava para leituras. Os vestidos que vovó usava eram variados, cada dia era uma cor ou uma estampa. Nunca repetia o mesmo no dia seguinte. O dia que eu descobri que a minha avó era a mãe do meu pai, uau!!! fiquei encantada, achei o fato incrível e as coisas começaram a fazer mais sentido para mim. Eu tinha dois gatos, eles eram irmãos. Chartlô e Manchinha, dois fofos, mas, o Manchinha era o meu xodó. Ele tinha uma manchinha preta no narizinho. Charlôt era fofo mas era um pouquinho mais arisco. Eu andava para cima e para baixo com o Manchinha em meu colo e ele dormia comigo na minha cama nas noites frias do inverno europeu. Pois é, eu morava na Bélgica naquela época. Enfim, o Manchinha foi meu grande parceiro de papos estrangeiros. Eu conversava com ele em um dialeto em que apenas  a minha fantasia e o Manchinha, entendíamos. Esse relato é a testemunha nua e crua do tempo que percorre meus interiores e que testemunham histórias das minhas raízes. 14/9/2009 Mariana Junqueira

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Poema Gestação

Eu estou grávida do meu livro, sinto as contrações. Minhas mãos suam frio expectativa que não cessa, adrenalina corre solta pelas frestas de minhas veias, minha verve clama pelo choro do meu parto. Um ser poesia coabita meu ventre, se nutre da minha alma, respira o meu oxigênio, sobrevive de meus devaneios Mariana Junqueira 11/09/2009

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Laços

Sempre adoro os comentários dos leitores, em meu blog. Todos que me deixam recados sempre gosto, porque me incentivam e me inspiram a escrever mais e mais; e o escrever me matém viva e acesa. A minha relação com a escrita é simbiótica e atemporal e, por essa razão, é uma condição do meu viver. Os acontecimentos do dia a dia , as frases e palavras que as pessoas pronunciam na rua, no trabalho, na faculdade, na feira livre ou em qualquer espaço, são fontes de inspiração e criação para o escritor. Ler significa reconhecer o sinal e o código, portanto, é um ato de relação. Vamos estreitar os laços entre escritor e leitor: esse é um presente que podemos nos dar uns aos outros. Mariana Junqueira 10/9/2009