CAMINHANDO POR IPANEMA HOJE, VI UMA CENA QUE ME COMOVEU PROFUNDAMENTE. UM RAPAZ NOVO, JOGADO NO CIMENTO DA CALÇADA. ESTAVA TODO COBERTO COM UM LENÇOL E, AO LADO DELE, UM FILHOTE DE CACHORRO QUE DEVIA TER EM TORNO DE 2 MESES. ME CHAMOU A ATENÇÃO UM POTE COM UM POUCO DE RAÇÃO QUE ESTAVA DISPONÍVEL PARA O ANIMALZINHO. NÃO TINHA ÁGUA. O FILHOTE ESTAVA SERELEPE E BRINCALHÃO. TAMANHA ERA A INOCÊNCIA DO BICHINHO. ELE TINHA UMA CORDA ENVOLVIDA NO PESCOÇO E A PONTA ESTAVA PRESA AO PULSO DAQUELE RAPAZ. DOIS SERES VIVOS REFÉNS DE UMA SOLIDÃO ATORDOANTE.
MINUTOS DEPOIS, PASSEI NOVAMENTE PELO LOCAL E VI QUE O MENINO DEU UNS LAMPEJOS DE VIGILIA E PUXOU SEU CACHORRINHO PARA JUNTO DELE COMO SE O ABRAÇASSE. O FATO ME FEZ LEMBRAR DE UMA FRASE QUE MEU PAI DIZIA, MAS, NÃO SEI SE A AUTORIA ERA DELE MESMO OU DO ESCRITOR MEXICANO CARLOS FUENTES. "A SOLIDÃO É UM CONSTANTE CORPO A CORPO COM A NUDEZ DA ALMA". NA OCASIÃO EU COMPLETEI ESTA REFLEXÃO DIZENDO O SEGUINTE: A ALMA QUE AGRIDE, QUE TRANSGRIDE E QUE OUSA TRANSCENDER LABIRINTOS DO SER EM BUSCA DE CORRENTEZAS DO SABER.
27/11/2012
Nietzsche dizia que no mundo da arte e da filosofia, o Homem trabalha para uma imortalidade do intelecto. E eu concluo que no mundo da poesia e da arte, o Homem trabalha para uma imortalidade da alma.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
TRAÇO AGRESTE
Era uma beleza arisca. Daquelas que se tem vontade de admirar através de sigilo. Como se fosse ato clandestino. Os traços do rosto, eram arredios a obviedades, ainda assim havia simetria que configurava ar selvagem. Em seu olhar, era nítido o espírito destemido e determinado. Xamã, cacique, chefe de tribo e quem sabe cavaleiro indígena. Um sábio na arte de cavalgar e de driblar obstáculos. Um profeta das intempéris climáticas. Um paladino das florestas. Um Homem dotado de volúpia e charme. Arisco sim,arrisco dizer: agridoce. Sabor atraente. Atiça a saliva. A minha, a dele. A nossa. Te quero no pântano. Mata adentro. Faro de animal Lua cheia, Uivo de Loba. Auuuuuuu!
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
Drummond o Poeta Mor?
Achei sensacional a resposta que o Affonso Romano de Sant´Anna deu ao ser interrogado se o Drummond foi o maior poeta. Ele respondeu com uma pergunta brilhante: "Com que fita métrica mediram isso?" ;) maravilha!! Realmente, ser o melhor poeta é tão relativo. Tanta coisa influencia: Conteúdo, disponibilidade lírica e mental, época, década, público alvo, meio social, experiências e referências literárias, momento histórico. Creio que existem vários excelentes poetas como existem também, os pseudo poetas, pseudo intelectuais e por ai vai...
domingo, 30 de setembro de 2012
DECIFRA-ME E TE DEVORO
Ele tem bom coração, mas, é bicho solto. Artista,questionador. Macho selvagem que fareja o mato que o cerca. Vez ou outra recua, apenas espia. Não explora geografias áridas. Não é versado a fazer alianças, mas, deixa sua marca em um determinado território.Logo se esquece onde deixou suas pegadas. Caçador nato, jamais se satisfaz com o óbvio. A novidade e a busca incessante por algo que não domina é o seu principal alvo.
Fareja, fareja, meu bem que deste mato há de ter Lobas em chamas. Te dou um conselho: Atente ao seu alvo e ao tempo, e torne-o seu aliado, do contrário o fogo-fátuo esvanece.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
ELOQUÊNCIA POÉTICA
Ah, o destino é mesmo desafiante
e tem razões que a emoção desconhece.
Protagonista de uma ironia pontual.
Foram tantas noites passadas em claro
com o coração vigilante e inquieto.
Angustias de quem sente em demasia.
Amores, rumores
e sequências de atos.
Hiatos sem aviso prévio:
apenas vazios complexos.
A vida dá voltas
e eu me encontro
no topo da roda gigante.
Nem melhor,
nem pior:
apenas espectadora.
Emoções já vividas,
relicários devidamente
arquivados.
O dramático da existência,
muito me interessa.
Não vivo "meias verdades".
A eloquência me seduz,
o motivo me convence.
(Mariana Junqueira)
9/9/2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
palavras destiladas
Enquanto isso sobre mim: alquimista do verbo, meu negócio é destilar emoções através da palavra.
domingo, 2 de setembro de 2012
CONTIGO EN LA DISTANCIA
Alguma semelhança, algum resquício. Olhares que se complementam. Em algum momento, na distância, se encontram e se reconhecem. Conexões anímicas jamais padecem. Estas tem o poder da transcendência. "Benditos ojos que me esquivaban,
simulaban desdén que me ignoraba
y de repente sostienes la mirada."
sábado, 25 de agosto de 2012
O código
Se algum dia conseguir decifrar o emaranhado do"humano demasiadamente humano", use a seu favor seus poderes mais ocultos de homem aranha e teça a teia que envolve seus motivos mais sensoriais e primitivos. (MBJ)
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Homenagem à Renato Russo
GRANDE RENATO. Meu Muso inspirador. Poeta de verbo solto e coração quente. Olhar que acaricia, voz que me faz silenciar e meditar. Olhos melancólicos senhor dos desertos que percorreu. " E hoje a noite não tem luar e eu estou sem ela... não sei onde ela está. Já não sei onde procurar. Onde está o meu amor?" Sou garande fã deste ser humano.
domingo, 12 de agosto de 2012
Mitthos
Hefesto, o Deus do trabalho, do mérito, do artesanato e da arte busca diálogo com as musas- deusas da poesia e dos prazeres da vida. Hades, por sua vez, me encoraja a deixar as coisas, os trajes obsoletos para trás e me ensina a proteger e reinar sobre o meu domínio. Quero portanto, prestar uma homenagem a estes DEUSES e reverenciar a mitologia com um poema de minha autoria. A poesia passou por mim, acariciou a minha alma, apalpou o meu ego e assim chegou, entrou, sem pedir licença, e nunca mais saiu à francesa. Sentiu-se à vontade, apoderou-se da minha fragilidade. Seduziu-me como um "latin lover" E convenceu-me como um Lord. 27/5/2009 Por Mariana Junqueira
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
SER POETISA
Adoro o nome poetisa, e me intitulo assim: sou escritora, poetisa. Declaro isso de boca cheia, e verbo solto.Coração nas alturas. Consciente da feminilidade que há por trás do SER POETISA. Respeito os clichês e modismos, mas, não me curvo aos seus pés e muito menos me rendo a seus apelos épicos ou politíticamente correto.
Chocolate
Aiii vou confessar: Estou devorando o final de uma barra de chocolate. A boa notícia: tem 50 % de cacau. Dizem que faz bem para o humor, para a intuição e... é afrodisíaco. Hummm... acho que evocarei Morfeu, amor meu, DEUS MAIA, MEU DEUS !
sábado, 4 de agosto de 2012
domingo, 29 de julho de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
O Amante Perfeito
Tenho um sério caso de amor com os livros. O mundo das ideias é o meu melhor amante. O mais pontual e disponível. Quando me canso de suas arte-manhas, deixo-o um pouco de lado e busco outros encantos. De súbito, o devoro de maneira tal, que, me vejo em um ato de orgia literária. Quase um bacanal. Nossos encontros não costumam ter hora marcada, rola um olhar em direção a estante, um desejo lascivo e visceral.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Bálsamo
Alguns perfumes masculinos atiçam o meu faro de felina. E sou transportada para um mundo de emoções que desfilam aleatoriamente através de uma atemporalidade arrebatadora. (MBJ)
Um dos grandes baratos da arte de escrever, é o poder de TRANSFORMAÇÃO. Jogar com possibilidades, buscar sentidos e criar realidades que sejam minimamente aceitáveis para o autor. Acredito que, uma das maiores virtudes do ser humano é a possibilidade que ele tem para IMAGINAR, CRIAR e se RE- INVENTAR. A vida nos convida a este desafio. Cabe aceitarmos ou não. EU ACEITO DE PEITO ABERTO. POIS MEU CORAÇÃO TRANSBORDA EMOÇÃO. E A ARTE e suas múltiplas possibilidades, são alicerces que sustentam a minha odisséia terrestre.
domingo, 8 de julho de 2012
O VENTO RETÓRICO
Tenho me dedicado
aos amores do coração
tolerante.
Repentes,
repentinos,
passional!
Rascunhos
arquivados
em lista de espera.
O desapego forçado
dilacera o meu sossego.
Se eu pudesse,
mudaria o roteiro.
Traçaria os desvios
de rota.
Ignoraria as pausas
abruptas.
Manipularia a
"mise en scène"
reivindicaria
com as forças
do destino.
Desafiaria os
infortúnios
Faria um pacto
com a razão.
Tudo pela emoção.
A minha,
a tua,
a nossa.
Se for forte,
os ventos que
te levaram, me
darão asas rumo
aquele nosso
olho no olho.
Janelas de nossas
almas.
terça-feira, 26 de junho de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
O coração declara emoções que a razão não faz questão de conhecer. Ah, não precisa. O amor da conta. Este, vibra e pulsa no aconchego do olho no olho, no conforto do ron ron de uma felina saciada por desejos de outrora. A partir de agora, é outra estória: Abram alas: Uma gata, camaleoa, dá seus passos dignos de uma Cinderela. Senhora de sua "gaticidade".
quarta-feira, 13 de junho de 2012
ODE AO DIA DOS NAMORADOS
Hoje caminhei pelas ruas,atravessei calçadas, esbarrei com sorrisos, arrisquei motivos para aqueles gestos genuínos entre os casais. Entrei em uma farmácia e enquanto aguardava a minha vez na fila, observei um casalzinho (sim, no diminutivo pois eram dois "pombinhos", recém saídos da casca). Me chamou a atenção o fato da menina ter escolhido o preservativo e feito o movimento para efetuar o pagamento. Podemos inferir aí algumas possibilidades que por hora, não vem ao caso. Ele por sua vez, ao lado dela, firme, esforçando-se a fitar um ponto fixo. Vez ou outra o olhar dele desviava para o teto.Aproveitei,observei mais um pouco. Neste momento, com acuidade de escritora oportunista sem dar pistas. Afinal de contas, liberdade intelectual anda na moda. O problema é querer transformar qualquer pensamento em ato. Ás vezes é solução, claro. 12/06/2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
Balanço Emocional
Reinventada e provida de potente armamento interno, desfaço os nós da teia que se mostra emaranhada e repleta de labirintos ardilosos. A chuva lá fora, dá os sinais do descarte do que não presta e orienta o caminho rumo a solos mais férteis e promissores. O coração, rubro e potencialmente dilatado, percorre emoções um tanto desafiadoras, mas, não estrangeiras. Ser forte é questão de vida ou morte. Ser conivente e passiva é uma opção que não merece o ensaio.
13/05/2012
domingo, 29 de abril de 2012
Convivência Lapidada
Conviver é uma arte que deve ser lapidada diariamente para amenizar os desafetos.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
PICADEIRO NOTURNO
Carlos V se vangloriava de falar várias línguas. Dizia: falo italiano com as mulheres, minhas amantes, todas, francês com os diplomatas, espanhol com meus súditos e alemão com os cavalos. Eu diria que o macho carioca, é um potro sem laços,já que para ele, presente não se conquista, se exibe! e pior, a qualquer custo, mesmo que o preço seja pago através de grosseiras encenações. Afinal de contas, a noite carioca é um picadeiro à beira de um abismo nefasto.
domingo, 22 de abril de 2012
CONSCIÊNCIA ONÍRICA
Dia desses sonhei com uma tourada.
Se foi no México, ou em território hispânico,
meu sub consciente não esclareceu.
Fui brindada com uma pista:
o idioma falado era o espanhol,
então, elimino a possibilidade das
terras lusitanas terem protagonizado
as quimeras que circularam a minha
mente em estado de "não vigilia".
Neste contexto, estou convencida
de que os territórios que foram
dominados por Hernán Cortés,
flertam de maneira explícita
e passional com a minha
subjetividade.
Sinto que meu coração cigano, não pulsa tanto como em territórios hispânicos. Naquelas terras, o brilho dos olhos são mais insuspeitos. Os sorrisos planos mais encantadores. As rosas vermelhas, mais perfumadas. Os amores mais apaixonantes. Cores vibrantes. Danças mutantes. Geografias esculpidas em rostos humanos de povos milenares. As raízes mais firmes e profundas. Tradições seculares.
terça-feira, 17 de abril de 2012
INFLUÊNCIAS
A minha estória não faz sentido se não for consumida a leitura do capítulo México.
Não é completa, se não for decifrado o código dos anos pregressos na Bélgica.
Não me reconheço de outra forma a não ser atravessada por fronteiras estrangeiras.
Não imagino o que seria de mim sem minhas estrangeirices.
domingo, 8 de abril de 2012
SAPATOS DEVASSOS
Nas solas dos meus sapatos estão
impressas as pegadas das geografias
que percorri.
Em cada pisada, uma emoção.
Rastros que deixei pelas
esquinas do mundo.
Sensações orquestradas
por ordem de chegadas
e partidas.
Algumas portas, todas
com saídas. As vezes, rumo
a caverna intrínseca, outras com
destino ao oásis terrestre.
Se meus calçados pudessem falar,
traduziriam os roteiros traçados,
os abraços apertados. Os laços
em sequência de atos.
Ah! os sapatos, que muitas vezes
são lançados às profundezas da
inutilidade.
Reféns da imundice mundana.
Da prepotência humana.
Meus sapatos são devassos.
Assentam no solo e assistem
a dramaturgia de um cotidiano
em constante metamorfose.
Tem início, meio
e fim.
quinta-feira, 29 de março de 2012
O Amante Latino
Ele parecia artista de cinema.
Fazia do cotidiano, obra de arte.
Carregava no sangue, inegável
habilidade para amante: Latino.
Olhar penetrante e certeiro.
Algumas vezes, feiticeiro.
Me enfeitiçava em única mirada.
Domador de coração em combustão.
Forjador da razão, pura emoção!
Don Juan nato, se nutria de rodeios.
Tecia a trama em rede ardilosa.Sonhava
um mar de rosas, prometia auroras.
Mal sabia ele, que sobre sua estratégia,devo confessar:
havia lido um best seller. De marinheira
eu tinha muita coisa, e, não era de primeira
viagem.
Ainda assim, existia algo de mistério.
Qualquer coisa mística que instigava
desafio.
Romance latino
Tão meu
Amante
Caliente
Te quiero
quarta-feira, 21 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
Terreno estratégico
A noite me chama, a lua me encanta, a música quer meu corpo em dança, porém as amigas desanimaram de prestar-me companhia e eu estou prestes a sucumbir.. sair para dançar sozinha requer uma dose extra de ânimo... uma ou duas doses de ânimo e de água ardente... (por Ariane Gregório)
Meu comentário:
Fico te devendo esta noite. Existirão outras caladas de lua cheia. E nestas, evocaremos nossas lobas e uivaremos até o amanhecer. Se dançaremos ou não com os lobos, não sabemos... de uma coisa eu sei: macho em terreno baldio, fareja pouco,é mais prudente adentrarmos campos estratégicos. ;)
Mari, lobas em noite de lua cheia são sempre perigosas, mas andemos sempre com prudência e alegria! (Por Ariane Gregório)
A prudência costuma flertar com o meu bom senso. Atraente isso não é? =) (Mariana Junqueira)
quinta-feira, 1 de março de 2012
AMOR MEU
Morfeu me seduz com seus aconchegantes braços sedentos de abraço: do meu.
E eu, com olhar e voz de donzela, não hesito, desfaço o mito e me entrego aos
mais íntimos labirintos dos sonhos.
Tinha pelo chão, pétalas de rosas vermelhas...
A rajada de vento, soprava qualquer tormento.
Ah! Morfeu tão meu, parecia um DEUS MAIA.
Senhor de índole prudente e destemida, me
tinha como sua mulher amada. Sabia me fitar
como quem corteja nos contos de fadas.
Em cada olhar, uma fantasia.
Vigilante de uma conexão anímica.
Amor meu,
Meu Deus!
29/02/2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Constatação
O macho mais criativo na dança do acasalamento e aquele que se esforça com mais veemência, ganha a presa. É a lei da natureza. Então seus potros sem donas, observem os sinais, reflitam e façam acontecer no tempo certo. Contemplar os animais pode ser uma "arma" poderosa a favor da compreensão do comportamento humano.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
A FONTE DAS MULHERES
Assisti o filme A FONTE DAS MULHERES. Gostei muito, mas também testemunhei uma realidade que me intrigou bastante. Diria até que me causou certa revolta. Me coloquei no lugar daquelas mulheres submissas e ao mesmo tempo, fortes, sábias, algumas corajosas e revolucionárias. Traçar uma teia reflexiva da trajetória do ser feminino através dos séculos, em uma sociedade machista, opressora, dogmática e ignorante, me faz crer que as mulheres já conquistaram alguma voz e respeito, mas ainda falta muita lenha para queimar o brasão que há no intímo de cada mulher.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Amanheci ás 6:00am, desjejum ás 6:20 e uma energia contagiante. Ufa! estou viva! Biquine por baixo, onde as geografias são mais desertas é cálidas. Proteção no visage e nas escápulas. Nada me escapa. O tempo, o meu fiscal: nem um minuto a mais nem dois a menos. Do posto seis ao cinco, um trote cadenciado pelas areias de copa. Pernas fortes e senhoras das certezas de um esforço planejado. O destino seguinte foi a sessão de acumpuntura para aliviar tensões ciáticas. Me senti uma cobaia anatômica em prol da ciência, afinal, os estagiários de fisioterapia e áreas afins estavam ávidos por conhecimento. As agulinhas penetradas no meu corpo me disseram muito sobre minhas conexões energéticas.
7/2/2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
PÊNDULO DO TEMPO
Tenho contado para as horas
que desfilam dispersas pelo meu dia, os sabores dos beijos que compartilhei.
Revelo para os muros e paredes, os amores mutantes,
as bocas estreiantes, robustas e ávidas por desejos
de outrora.
Confesso para as inconstâncias do tempo, as urgências
de um amor interrompido. Em trajes de distâncias,
flerto com as reticências do acaso, os significados.
domingo, 29 de janeiro de 2012
A FLOR E O MAR
A rosa vermelha foi lançada em direção ao mar,mas ficou na pedra. Instantes depois, um pássaro sobrevoou a flor que lá permanecia,intacta e bela, com suas pétalas voltadas para cima.
Meu desejo é que venha uma onda forte e grande e a carregue ao mar. O destino da flor é o mar. No dia em que colhi a rosa, cometi um lapso e não dei a ela os cuidados básicos que se dá a uma rosa fechada e que anseia desabrochar. Ela ficou sedenta e somente no dia seguinte é que me lembrei de tratá-la com a delicadeza e o carinho que se trata uma flor. Hoje, dia que escolhi para jogá-la no mar, ela não suportou e não ultrapassou da pedra.
Finalmente bateu uma onda mais forte e a rosa foi regada, mas ainda permanecia na pedra. O que me resta, neste momento, é a esperança da força das águas e a sabedoria dos ventos.
A natureza se encarrega de proporcionar o encontro da rosa com o mar.
16/2/2011
Meu desejo é que venha uma onda forte e grande e a carregue ao mar. O destino da flor é o mar. No dia em que colhi a rosa, cometi um lapso e não dei a ela os cuidados básicos que se dá a uma rosa fechada e que anseia desabrochar. Ela ficou sedenta e somente no dia seguinte é que me lembrei de tratá-la com a delicadeza e o carinho que se trata uma flor. Hoje, dia que escolhi para jogá-la no mar, ela não suportou e não ultrapassou da pedra.
Finalmente bateu uma onda mais forte e a rosa foi regada, mas ainda permanecia na pedra. O que me resta, neste momento, é a esperança da força das águas e a sabedoria dos ventos.
A natureza se encarrega de proporcionar o encontro da rosa com o mar.
16/2/2011
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
O AMOR EM DIÁLOGOS COM A SAUDADE
Me questiono se de veras o que nos move saudade, é o objeto amado ou o desejo por sentir saudade... amar na saudade nos impõem um belo desafio, o coração fica vigilante e inquieto ao passo que amar na presença, nos proporciona uma certa sensação de êxtase controlado, platô.
DO AMOR - comentário à Natália Parreiras
Naty, relendo seu texto, quase dois anos depois, me impressiona o novo deslumbramento que me causa. Como o poder transformador do tempo em sintonia com as experiências, é capaz de influenciar nossa leitura e assimilação da mesma. Ler é um ato de relação e corelação e muitas vezes de indentificação. "Pra mim o amor é uma instância, de fato, solitária. Se ama na presença, de modo absolutamente diverso de como se ama na saudade, na impossibilidade dos corpos, ou do "alinhamento dos astros". O AMOR ACOMPANHADO é um delírio de dias contados." Muito mágica toda esta "poética-filosófica" reflexão e percepção sobre o amor, mas, também um tanto ambígua e instigante pois, me faz questionar se de veras o que nos move saudade, é o objeto amado ou o desejo por sentir saudade... amar na saudade nos impõem um belo desafio, o coração fica vigilante e inquieto ao passo que amar na presença, nos proporciona uma certa sensação de êxtase controlado, platô.
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