quarta-feira, 22 de outubro de 2008

EMBALOS NOTURNOS

Tenho andado por uns badalos
Testemunhado alguns fatos.
Vozes de um lado, goles do outro.
Seres em busca de comunicação.
Alguns mais desajeitados,
outros mais ousados.
Peculiaridades à parte,
alguns não disfarçam.
Ado-ado, cada um
em seu quadrado.
Lá vem o pavão exibindo
suas plumas, ele é capaz
de qualquer coisa para chamar a atenção.
Um escorregão, um gole de bebida no chão,
quem sabe um motivo para uma aproximação.
Olhares curiosos, paqueras.
Cada um se solta
da maneira que
gosta.
21/10/08

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

ASFALTO

Caminho pelas ruas,
atravesso calçadas
reconheço pegadas.
Pisadas no asfalto,
passos largos,
Passos finos.
Há sempre um caminho
Até o destino.
Pessoas chegando agora,
pessoas indo embora.
Rostos expressivos
que registram os territórios
Por onde andaram.
Pedrinhas que rolam
pelo chão
a cada passo
que alguém percorre.
Encontros ao acaso,
abraços apertados.
Vestígios pelos caminhos,
registros indo e vindo.
16/10/2008

domingo, 12 de outubro de 2008

SALA DE ESTAR INTÍMA

O passageiro do meu EU em harmonia com os transeuntes da minha alma Meu tempo é quando Meu instante é atemporal a qualquer pensamento no espaço de mim mesma 11/10/2008

SABEDORIA (Argumento Poético)

Nada mais atraente do que um argumento com doçura Uma sedução que instiga a fantasia Murmúrios de alegria Envolvimento com
ternura Rimas e muita Poesia 11/10/2008

domingo, 5 de outubro de 2008

FANTOCHES DA MODERNIDADE

Escrevo depois de tanta reflexão e tanto vai- e- vem sem direção. Ruídos, murmurios, qual é a conexão? Eixos sem nexo confundem meus reflexos. Ainda assim são poéticos. Vida agitada, mundo globalizado, mulheres vaidosas, homens gananciosos. Instinto animalesco, eles as querem a qualquer preço. Vulneráveis, carentes, quem sabe é uma opção atraente. Marionetes em corpos humanos, protagonistas de seus instintos, em palcos idealizados
buscando satisfação das suas mais primitivas pulsões libidinais.
Tudo como nos velhos
carnavais. 3/10/2008

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Encontros Líquidos

Vínculos oportunistas, relações superficiais, laços entrelaços e alguns amassos. . Líquidos, vazios, na superfície. Com game, sem game, vaidade, orgulho, disputa, armadura, Troféus. . Quem sabe, um passeio pelos motéis... uma entrega, dois sumiços. Um telefonema, qual o problema? É um tal de ninguém é de ninguém, um troca troca de casais. Pessoas descartáveis, encontros banais. Até quando será tudo tão fugáz? Não quero apenas comida frugal. Ser ou não ser um objeto de consumo emocional? 3/10/2008