Coisas precisam mudar na minha vida. Certas coisas. Aliás, muita coisa. Creio que estou dando passos de formiga mas estou conseguindo e enquanto isso, desejos, sonhos e fantasias transitam pela minha cabeça.
O café na chícara, a mesa de vidro repleta de livros e alguns objetos por cima.
Ruídos de colheres mexendo o café para equilibrar a quantidade de açúcar no fundo da chícara.
De gole em gole, um sabor e uma sensação. Tudo é uma questão de sensibilidade, tato e reflexão.
O poeta não é apenas um interlocutor de seus pensamentos e sentimentos, ele é também um autor, co-autor, diretor e protagonista de seus devaneios.
3/12/2008
Nietzsche dizia que no mundo da arte e da filosofia, o Homem trabalha para uma imortalidade do intelecto. E eu concluo que no mundo da poesia e da arte, o Homem trabalha para uma imortalidade da alma.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Eres tu
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Nobre Vagabundo
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Borbulhas Criativas de Sabão
Foi mais um dos embalos de sábado a noite pelas ruas do Leblon na companhia de queridos amigos boêmios, artistas, poetas e aspirantes. Motivos para confraternizar não faltaram. Aliás, inspirações eles tinham de sobra.
De rua em rua, de bar em bar, transversal até o Diagonal, um sossego para colocar o papo em dia.
Entre risos e prosas, alguém percebe a presença do cantor Fagner. Pronto! motivo para certos fãs se aproximarem. E a nossa turma por sua vez, arriscou cantarolar entre si, "Borbulhas de amor." Seguimos rumo até a livraria Letras e Expressões e lá saciamos estômagos famintos. Após o efeito de algumas doses de tequila, uma amiga querida incorporou a personagem de uma bonequinha meiga e brincalhona que dizia "tchu plec tchu plin". Para a nossa surpresa, ela trazia em sua farta bolsa, tubos de bolinhas de sabão. Foi nesse clima que assopramos as bolinhas de sabão que alcançavam até o teto da cafeteria da livraria.
Ainda nesse cenário de descontração, interagimos com as pessoas que encontravam-se na mesa ao lado e a tendência da interação inclinou-se para os devaneios poéticos. Foi nesse cenário que o rumo da nossa madrugada foi se esticando até alcançarmos o destino pré-final. A cena seguinte ocorreu na Padaria Rio Lisboa, onde gozamos de um gostosinho e singelo café com leite e pão na chapa. Tivemos a compania de outro amigo que é uma figuraça e que também perambulava madrugada adentro. Em seguida voltei para a minha home, sweet home, providenciei o meu título de eleitor, exerci o meu direito e obrigaçao de cidadã. Outra vez de volta à casa, tomei outro café da manhã e dormi muito. Quando desperta novamente, minha mente fervorosa de idéias e inspirações tinha cede de papel, caneta, letrinhas e tchu plac tchu plin...
http://www.youtube.com/watch?v=kBy2asyWBDY
sábado, 25 de outubro de 2008
Vaidade que Ofusca
Observo o teu jeito, sem jeito,
tua expressão regada de emoção
que teme uma aproximação
Capto a tua situação.
Sinto o teu mal -estar, encaro a tua audácia
que me fere, que interfere na atmosfera,
tua ambiguidade, tua vaidade que te ofusca.
Teu encanto já não me impressiona tanto.
Vejo o teu desconforto, enxergo o teu olhar,
que tenta disfarçar, mas não há como negar:
você adentrou mares os quais não sabe navegar.
A tendência é você se afundar e o seu valor, eu não
mais considerar.
24/10/2008
Empiezo otra vez
Empiezo otra vez
Tu mirada me hace retroceder por unos cuantos segundos. El recuerdo de tus labios me ata al pasado. Me hacen tomar pasos lentos y pausados. Hora tras hora me paso mirando tus ojos que alguna vez me deseaban.
Hasta cuando?
Hasta que punto la vida va dejar avanzar?
Yo se la respuesta y esta en la palma de mis manos. Solamente tengo que tomar tus labios y tus miradas desvanecidas para poder guardarlas en un espacio olvidado de mi corazón.
No lo puedo negar, Siempre estarán conmigo solamente tomaran una forma distinta.
Empiezo otra vez.
Me despido de ti pero no de mi pasado.
Ana Sofia Pearse (amiga mexicana muy querida)
2008-10-24
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
EMBALOS NOTURNOS
Tenho andado por uns badalos
Testemunhado alguns fatos.
Vozes de um lado, goles do outro.
Seres em busca de comunicação.
Alguns mais desajeitados,
outros mais ousados.
Peculiaridades à parte,
alguns não disfarçam.
Ado-ado, cada um
em seu quadrado.
Lá vem o pavão exibindo
suas plumas, ele é capaz
de qualquer coisa para chamar a atenção.
Um escorregão, um gole de bebida no chão,
quem sabe um motivo para uma aproximação.
Olhares curiosos, paqueras.
Cada um se solta
da maneira que
gosta.
21/10/08
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