Nietzsche dizia que no mundo da arte e da filosofia, o Homem trabalha para uma imortalidade do intelecto. E eu concluo que no mundo da poesia e da arte, o Homem trabalha para uma imortalidade da alma.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Choro carcerário
O meu choro é preso. Desde que sofri o segundo assalto, o meu choro é contido, abafado e curvo. Sabe, me dá trabalho chorar. Muitas vezes eu não chorei porque eu tive que ser corajosa, tive que multiplicar forças do além para sobreviver e manter acesa a crença de que havia esperança apesar do medo, da angustia, da dor ou de qualquer absurdo.
A minha poesia berra que nem um bezerro sem sua mãe, a procura do leite e da esperança que o mantém vivo e saudável.
Arnaldo Jabor
Gostei muito do que li hj no jornal O Globo na coluna do Arnaldo Jabor, a respeito de blogs, twitter, orkut e outros buracos. Sempre leio Jabor pq gosto das argumentações dele. Seu bom humor e as conexões que ele faz com seu pensar que por sinal, lhe é bem peculiar, são apenas aperitivos para intelectos famintos.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Façamos Sempre
"Nieztsche defendia a idéia de que temos que nos encontrar no âmago de nossa solidão, conhecer nossa ruindade, ouvir nossos instintos mais profundos. A liberdade e a solidão andam juntas, eu diria. Apesar de ser um estado mental acima de tudo, acho difícil alguém ser completamente livre e rodeado de relacionamentos."
A propósito dessa constatação, uma amiga brasiliense como eu, expressou sua opnião e a partir disso demos início a uma saudável e interessante reflexão.
Amiga: Concordo e discordo. Acho que a liberdade está dentro de cada um e independe de relacionamentos. Ou seja, mesmo rodeado de relacionamentos, posso ser livre sim. A maior prisão é a interior, com os padrões, máscaras e as atitudes que me fazem prisioneira de mim mesma. Se sou livre dentro de mim e para mim, então sou livre e ponto. ;-)
Eu: Concordo que rodeada de relacionamentos posso ser livre, e concordo tb que a liberdade está dentro de cada um e é potencialmente subjetiva. No entanto, ás vezes a pessoa é privada de usufruir de sua liberdade. Exemplo: um sujeito que é condenado a X anos de cadeia... nesse caso já não podemos pensar em liberdade; claro que ele tem o livre arbítrio e provavelmente fez por merecer a cadeia. É verdade que a maior prisão é a interior como vc bem disse, com os padrões, máscaras e atidudes. Mas insisto: Ainda temos o livre arbítrio para seguir ou não tais caminhos, máscaras ou padrões. Enfim, são questões polêmicas e ás vezes controversas. Gosto de refletir a respeito e trocar idéias a respeito. Façamos sempre. :)_ Beijocas querida
Mariana Junqueira
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Bucolismo Brasiliense
Brasília consequência da razão da minha existência
Capital brasileira por acidente
Brasília é uma ilha, falo porque sei
Uma cidade que fabrica sua própria lei
Cidade tão tranquila que até a classificaria
Como lugar da melancolia
Porém, o pôr do sol que lá se encontra
Todas as tardes incendiando o céu azul
Nos inspira a viver e até mesmo para
Descrever tal fenômeno
Cidade inspiradora para quem é artista
Ou se considera o tal
Simplesmente pela sua única
E inconfundível arquitetura
Brasília foi considerada e planejada
Para ser de um jeito
Não é, nunca foi e nunca será.
Escrito em 29/4/2000 na Cidade do México por Mariana Junqueira
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Fragmento de uma Reflexão
Pensando bem, prefiro conhecer o lado mais saudável e belo do Brasil ,e não mais a violência... ya basta! e eu fui uma das milhares de vítimas da atual onda de violência dessa cidade sem lei e desmoralizada. E o Rio que irá sediar as Olímpiadas, precisa urgentemente LIMPAR essa violência podre e ostensiva . Sinceramente, não tenho prazer nenhum em viver nessa cidade onde reina o medo, a marginilização, a corrupção e a desigualdade social!
Mariana Junqueira
22/10/2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
DESABAFO
A ostentação da violência não cabe no poema
A audácia do bandido não cabe no poema
O roubo, o medo, a morte não cabem no poema
A impunidade não cabe no poema
Não cabe no poema a sensação de impotência
Só cabe no poema,
a revolta declarada,
os braços amarrados,
as mãos atadas
e a voz muda
na boca trancada
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