Sou refém
das coisas fugidias.
Flerto com o tempo
como quem namora
com o vento
Sou perecível ao tempo
vivo amores vagabundos
vaga vaga mundo
Nietzsche dizia que no mundo da arte e da filosofia, o Homem trabalha para uma imortalidade do intelecto. E eu concluo que no mundo da poesia e da arte, o Homem trabalha para uma imortalidade da alma.
Vestígios, flashs, indagações
uma sombra de momentos que jaz
suspiros de saudade
a luz no final do túnel
me sinaliza o caminho da chama
que clama por sensações distantes
respeito o tempo
o destino me guia
tateio ás cegas
e com tamanha precisão
até onde sugere minha intuição
Enxergo o meu passado com lentes de aumento e reconheço lugares que testemunham estórias e confirmam sentimentos. Divago nua e crua no asfalto do que jaz e ao deitar, me rendo ao sonho tão esperado.
Sensações acompanhadas por hiatos de uma vida fragmentada,
à procura de uma boa causa para fazer arte.
Reflito sobre as coisas mais insignificantes
e estas me mostram tamanha riqueza que, com frequencia, me flagro rindo ou chorando.
Me emociono ao resgatar pedaços de minha vida em busca de sutilezas íntimas.