sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sou refém

das coisas fugidias.

Flerto com o tempo

como quem namora

com o vento

Sou perecível ao tempo

vivo amores vagabundos

vaga vaga mundo

TÚNEL

Vestígios, flashs, indagações

uma sombra de momentos que jaz

suspiros de saudade

a luz no final do túnel

me sinaliza o caminho da chama

que clama por sensações distantes

respeito o tempo

o destino me guia

tateio ás cegas

e com tamanha precisão

até onde sugere minha intuição

domingo, 15 de agosto de 2010

POUSOS E DECOLAGENS

Hoje amanheci com vontade de passear no aeroporto. Desde pequena esse ambiente sempre fez parte da minha história. O fenômeno de atravessar céus, penetrar nuvens e desembarcar em outra cidade ou país, me fascina. Tudo é uma novidade que obedece a rituais. Por um bom tempo da minha vida, enfrentei estes ambientes e me tornei colecionadora de desapegos, especialista em choque cultural. De certa forma aprendi a domesticar as emoções, uma vez que minha vida sempre foi plasmada por hiatos fragmentados. Com frequência me questiono como algumas pessoas conseguem ir embora sem se despedaçar, deixam para trás entes queridos, lugares inesquecíveis. Terão estes seres humanos uma cápsula protetora em seus intímos? em seus corações? não quero respostas, mas busco, sim, sentido. O fogo que me arde a cada despedida, não é o mesmo que me aquece a cada reencontro. Por isso, me sinto um pássaro alado e os aeroportos são a minha morada.

domingo, 25 de julho de 2010

FLOR DO DESERTO - mutilação genital-

Es bela como a luz do sol, tão pura como a luz da lua. Anseias pela liberdade nessa agonia que é só tua

Añoranza

Ayer hice un guacamole tipico mexicano estava riquisimo Ay ay, Mexico lindo y querido ya extraño a tus colores tus sabores tu pueblo, tu raza las bellas plazas la torada Ole! la sangre mexicana me encanta

Sal e Mel

Lágrimas doces lágrimas que escorrem lembranças de um tempo que jaz

quinta-feira, 22 de julho de 2010

ANTES QUE EU ME APAGUE

Enxergo o meu passado com lentes de aumento e reconheço lugares que testemunham estórias e confirmam sentimentos. Divago nua e crua no asfalto do que jaz e ao deitar, me rendo ao sonho tão esperado.

Sensações acompanhadas por hiatos de uma vida fragmentada,

à procura de uma boa causa para fazer arte.

Reflito sobre as coisas mais insignificantes

e estas me mostram tamanha riqueza que, com frequencia, me flagro rindo ou chorando.

Me emociono ao resgatar pedaços de minha vida em busca de sutilezas íntimas.