quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

RITOS

Os rituais do cotidiano me são um tanto desafiadores. Ao mesmo tempo, me inspiram de tal maneira, que chego até a questionar seus motivos e propósitos. Por outro lado, por serem protagonistas de uma certa monotonia, costumo questionar sua eficácia. (Eu e meu eu lírico). Minha reflexão pode parecer simplória e/ou confusa aos olhos dos leitores carentes de lentes de aumento neste mundo regido e visto por uma ótica artística e estética. Apesar de tudo, estes rituais são necessários para dar um norte ao ser humano e colocar arte nas pinceladas do cotidiano, valoriza ainda mais esta grande obra que é viver.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ESBOÇO DE PERSONAGEM

Se não fosse eu mesma, seria uma cachoeira ou qualquer força da natureza. Um pingo, um chuvisco. Asfalto molhado e seus significados. Uma fada montada em cavalo alado. Donzela de Príncipe Encantado Bailarina em carrossel, cortejando a dramaturgia do cotidiano. Colombina sem Pierrot, perdida pelos palcos da vida. Dama da noite em ritos de côrte. Delicada flor da manhã. Pétala perolada, diva de Don Juan. Se não fosse eu mesma, não seria nada disso. Apenas estilhaços a esmo.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

ENIGMA

Em seus silêncios, os tristes sonham sozinhos Que vazios os preenchem?

domingo, 16 de janeiro de 2011

Somos feitos da evanescência da vida. Esta vida efêmera e fugaz. O que nos resta, através dos séculos, é a consciência e o amor.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Eu outra vez na condição feto, dispenso por hora, meu corpo ereto domesticado e idealizado por desafios da vida mundana. E tenho dito. 11/01/2011

AUTOPISTA

Me transcenda pelos caminhos desta autopista tão sinuosa e incerta. Por vezes habita em mim um silêncio um tanto eloquente. Quase obsequioso. E eu sou levada pelas trilhas do meu destino. 1/01/2011

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

VAZIO ELOQUENTE

Por mais vazio que seja o silêncio, é nele que me atento. Sensações são evidentes. Se o silêncio é ausência de ruído, o calar é a permanência do vazio latente. O vazio do silêncio é gritante. Chama que inflama que clama por melodias distantes. Mariana Junqueira