Os rituais do cotidiano me são um tanto desafiadores. Ao mesmo tempo, me inspiram de tal maneira, que chego até a questionar seus motivos e propósitos. Por outro lado, por serem protagonistas de uma certa monotonia, costumo questionar sua eficácia. (Eu e meu eu lírico). Minha reflexão pode parecer simplória e/ou confusa aos olhos dos leitores carentes de lentes de aumento neste mundo regido e visto por uma ótica artística e estética. Apesar de tudo, estes rituais são necessários para dar um norte ao ser humano e colocar arte nas pinceladas do cotidiano, valoriza ainda mais esta grande obra que é viver.
Nietzsche dizia que no mundo da arte e da filosofia, o Homem trabalha para uma imortalidade do intelecto. E eu concluo que no mundo da poesia e da arte, o Homem trabalha para uma imortalidade da alma.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
ESBOÇO DE PERSONAGEM
Se não fosse eu mesma,
seria uma cachoeira
ou qualquer força da natureza.
Um pingo,
um chuvisco.
Asfalto molhado
e seus significados.
Uma fada montada
em cavalo alado.
Donzela de Príncipe Encantado
Bailarina em carrossel,
cortejando a dramaturgia
do cotidiano.
Colombina sem Pierrot,
perdida pelos palcos da vida.
Dama da noite em ritos de côrte.
Delicada flor da manhã.
Pétala perolada,
diva
de Don Juan.
Se não fosse eu mesma,
não seria nada disso.
Apenas estilhaços a esmo.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
AUTOPISTA
Me transcenda pelos caminhos desta autopista tão sinuosa e incerta.
Por vezes habita em mim um silêncio um tanto eloquente. Quase obsequioso.
E eu sou levada pelas trilhas do meu destino.
1/01/2011
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
VAZIO ELOQUENTE
Por mais vazio que seja o silêncio, é nele que me atento. Sensações são evidentes. Se o silêncio é ausência de ruído, o calar é a permanência do vazio latente. O vazio do silêncio é gritante. Chama que inflama que clama por melodias distantes.
Mariana Junqueira
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