domingo, 29 de abril de 2012

Convivência Lapidada

Conviver é uma arte que deve ser lapidada diariamente para amenizar os desafetos.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

PICADEIRO NOTURNO

Carlos V se vangloriava de falar várias línguas. Dizia: falo italiano com as mulheres, minhas amantes, todas, francês com os diplomatas, espanhol com meus súditos e alemão com os cavalos. Eu diria que o macho carioca, é um potro sem laços,já que para ele, presente não se conquista, se exibe! e pior, a qualquer custo, mesmo que o preço seja pago através de grosseiras encenações. Afinal de contas, a noite carioca é um picadeiro à beira de um abismo nefasto.

domingo, 22 de abril de 2012

CONSCIÊNCIA ONÍRICA

Dia desses sonhei com uma tourada. Se foi no México, ou em território hispânico, meu sub consciente não esclareceu. Fui brindada com uma pista: o idioma falado era o espanhol, então, elimino a possibilidade das terras lusitanas terem protagonizado as quimeras que circularam a minha mente em estado de "não vigilia". Neste contexto, estou convencida de que os territórios que foram dominados por Hernán Cortés, flertam de maneira explícita e passional com a minha subjetividade.
Sinto que meu coração cigano, não pulsa tanto como em territórios hispânicos. Naquelas terras, o brilho dos olhos são mais insuspeitos. Os sorrisos planos mais encantadores. As rosas vermelhas, mais perfumadas. Os amores mais apaixonantes. Cores vibrantes. Danças mutantes. Geografias esculpidas em rostos humanos de povos milenares. As raízes mais firmes e profundas. Tradições seculares.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Por dònde andas, mi gitano, mi pelegrino? dónde estan las llamadas, los detalles? Aquellas noches que sueñamos? Las sonrisas, las visitas, dónde estan? Sus labios que matavan a besos?

INFLUÊNCIAS

A minha estória não faz sentido se não for consumida a leitura do capítulo México. Não é completa, se não for decifrado o código dos anos pregressos na Bélgica. Não me reconheço de outra forma a não ser atravessada por fronteiras estrangeiras. Não imagino o que seria de mim sem minhas estrangeirices.

domingo, 8 de abril de 2012

SAPATOS DEVASSOS

Nas solas dos meus sapatos estão impressas as pegadas das geografias que percorri. Em cada pisada, uma emoção. Rastros que deixei pelas esquinas do mundo. Sensações orquestradas por ordem de chegadas e partidas. Algumas portas, todas com saídas. As vezes, rumo a caverna intrínseca, outras com destino ao oásis terrestre. Se meus calçados pudessem falar, traduziriam os roteiros traçados, os abraços apertados. Os laços em sequência de atos. Ah! os sapatos, que muitas vezes são lançados às profundezas da inutilidade. Reféns da imundice mundana. Da prepotência humana. Meus sapatos são devassos. Assentam no solo e assistem a dramaturgia de um cotidiano em constante metamorfose. Tem início, meio e fim.