quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

DIÁLOGO COM A SOLIDÃO

Me deparo com a realidade gritante de como as pessoas temem a solidão. Por que será que alguns não se satisfazem com sua própria companhia? será apenas pelo simples fato de o Homem ser um ser civilizado e com o instinto de formar grupos e colônias e, sendo assim, realizar seus desejos e colocar em prática seu instinto de cooperação? Teriam essas questões todas a ver com a perpetuação da espécie? Já que nascemos sós e morreremos sós , e tão somente no intervalo desses atos é que nos socializamos, por que a solidão ainda é tão temida pelo Ser Humano? Observo verdadeiros marionetes da modernidade se sacrificando em relacionamentos doentios e maléficos, apenas por temer o enfrentamento da solidão. Me pergunto se o estar só é tão aterrorizante como alguns afirmam. Perecebo, também, outro tipo de pessoas: são aquelas profundamente carentes e que até anulam a sua essência para se sentirem pertencidos a um ambiente ou grupo. Alguns até impõem essa condição. Afinal, a solidão é mesmo um constante combate com a nudez da alma. 25/12/2008

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

CAPITAL DA ESPERANÇA

Da janela da minha vida reencontro Brasília, do Planalto Central até a Catedral. A cidade me inspirou A crer no meu lado imortal. Da Asa Sul ao Lago Sul o céu azul, um caminho percorrido: Águas Claras e Planaltina. Brasília, uma história construída
de emoções vividas. O tempo que percorre meus interiores e que testemunha histórias
das minhas raízes tão arraigadas
nessas verdes matas.
Do cerrado e bucólico
tenho prazer em pertencer a esse Centro Oeste,
que se veste do precário ao singelo
e do singelo ao sofisticado.
O que importa são essas tais raízes
que, algumas vezes adormecidas,
sonham acordar de sonhos vívidos.
17/12/2008

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Devaneios de uma poetisa

Coisas precisam mudar na minha vida. Certas coisas. Aliás, muita coisa. Creio que estou dando passos de formiga mas estou conseguindo e enquanto isso, desejos, sonhos e fantasias transitam pela minha cabeça. O café na chícara, a mesa de vidro repleta de livros e alguns objetos por cima. Ruídos de colheres mexendo o café para equilibrar a quantidade de açúcar no fundo da chícara. De gole em gole, um sabor e uma sensação. Tudo é uma questão de sensibilidade, tato e reflexão. O poeta não é apenas um interlocutor de seus pensamentos e sentimentos, ele é também um autor, co-autor, diretor e protagonista de seus devaneios. 3/12/2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Eres tu

Como suave brisa eres tu Como una mañana de verano Como una sonrisa eres tu Asi Asi, como el agua de mi Fuente que llena mi corazón Como un poema soy yo 14/11/2008

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Nobre Vagabundo

Tenho o coração cigano
e a alma romântica, em busca de afagos.
Não precisam ser eternos. Que sejam nobres, enquanto durem. No final das contas, o que restam são as saudosas lembranças. Sou perecível no tempo: vivo amores vagabundos 12/11/2008

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Borbulhas Criativas de Sabão

Foi mais um dos embalos de sábado a noite pelas ruas do Leblon na companhia de queridos amigos boêmios, artistas, poetas e aspirantes. Motivos para confraternizar não faltaram. Aliás, inspirações eles tinham de sobra. De rua em rua, de bar em bar, transversal até o Diagonal, um sossego para colocar o papo em dia. Entre risos e prosas, alguém percebe a presença do cantor Fagner. Pronto! motivo para certos fãs se aproximarem. E a nossa turma por sua vez, arriscou cantarolar entre si, "Borbulhas de amor." Seguimos rumo até a livraria Letras e Expressões e lá saciamos estômagos famintos. Após o efeito de algumas doses de tequila, uma amiga querida incorporou a personagem de uma bonequinha meiga e brincalhona que dizia "tchu plec tchu plin". Para a nossa surpresa, ela trazia em sua farta bolsa, tubos de bolinhas de sabão. Foi nesse clima que assopramos as bolinhas de sabão que alcançavam até o teto da cafeteria da livraria. Ainda nesse cenário de descontração, interagimos com as pessoas que encontravam-se na mesa ao lado e a tendência da interação inclinou-se para os devaneios poéticos. Foi nesse cenário que o rumo da nossa madrugada foi se esticando até alcançarmos o destino pré-final. A cena seguinte ocorreu na Padaria Rio Lisboa, onde gozamos de um gostosinho e singelo café com leite e pão na chapa. Tivemos a compania de outro amigo que é uma figuraça e que também perambulava madrugada adentro. Em seguida voltei para a minha home, sweet home, providenciei o meu título de eleitor, exerci o meu direito e obrigaçao de cidadã. Outra vez de volta à casa, tomei outro café da manhã e dormi muito. Quando desperta novamente, minha mente fervorosa de idéias e inspirações tinha cede de papel, caneta, letrinhas e tchu plac tchu plin... http://www.youtube.com/watch?v=kBy2asyWBDY

sábado, 25 de outubro de 2008

Vaidade que Ofusca

Observo o teu jeito, sem jeito, tua expressão regada de emoção que teme uma aproximação Capto a tua situação. Sinto o teu mal -estar, encaro a tua audácia que me fere, que interfere na atmosfera, tua ambiguidade, tua vaidade que te ofusca. Teu encanto já não me impressiona tanto. Vejo o teu desconforto, enxergo o teu olhar, que tenta disfarçar, mas não há como negar: você adentrou mares os quais não sabe navegar. A tendência é você se afundar e o seu valor, eu não mais considerar. 24/10/2008