Nietzsche dizia que no mundo da arte e da filosofia, o Homem trabalha para uma imortalidade do intelecto. E eu concluo que no mundo da poesia e da arte, o Homem trabalha para uma imortalidade da alma.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
DIÁLOGO COM A SOLIDÃO
Me deparo com a realidade gritante de como as pessoas temem a solidão. Por que será que alguns não se satisfazem com sua própria companhia? será apenas pelo simples fato de o Homem ser um ser civilizado e com o instinto de formar grupos e colônias e, sendo assim, realizar seus desejos e colocar em prática seu instinto de cooperação? Teriam essas questões todas a ver com a perpetuação da espécie?
Já que nascemos sós e morreremos sós , e tão somente no intervalo desses atos é que nos socializamos, por que a solidão ainda é tão temida pelo Ser Humano?
Observo verdadeiros marionetes da modernidade se sacrificando em relacionamentos doentios e maléficos, apenas por temer o enfrentamento da solidão. Me pergunto se o estar só é tão aterrorizante como alguns afirmam. Perecebo, também, outro tipo de pessoas: são aquelas profundamente carentes e que até anulam a sua essência para se sentirem pertencidos a um ambiente ou grupo. Alguns até impõem essa condição. Afinal, a solidão é mesmo um constante combate com a nudez da alma.
25/12/2008
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
CAPITAL DA ESPERANÇA
Da janela da minha vida
reencontro Brasília,
do Planalto Central
até a Catedral.
A cidade me inspirou
A crer no meu lado imortal.
Da Asa Sul ao Lago Sul
o céu azul,
um caminho percorrido:
Águas Claras e Planaltina.
Brasília, uma história construída
de emoções vividas.
O tempo que percorre meus interiores
e que testemunha histórias
das minhas raízes tão arraigadas
nessas verdes matas.
Do cerrado e bucólico
tenho prazer em pertencer a esse Centro Oeste,
que se veste do precário ao singelo
e do singelo ao sofisticado.
O que importa são essas tais raízes
que, algumas vezes adormecidas,
sonham acordar de sonhos vívidos.
17/12/2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Devaneios de uma poetisa
Coisas precisam mudar na minha vida. Certas coisas. Aliás, muita coisa. Creio que estou dando passos de formiga mas estou conseguindo e enquanto isso, desejos, sonhos e fantasias transitam pela minha cabeça.
O café na chícara, a mesa de vidro repleta de livros e alguns objetos por cima.
Ruídos de colheres mexendo o café para equilibrar a quantidade de açúcar no fundo da chícara.
De gole em gole, um sabor e uma sensação. Tudo é uma questão de sensibilidade, tato e reflexão.
O poeta não é apenas um interlocutor de seus pensamentos e sentimentos, ele é também um autor, co-autor, diretor e protagonista de seus devaneios.
3/12/2008
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Eres tu
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Nobre Vagabundo
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Borbulhas Criativas de Sabão
Foi mais um dos embalos de sábado a noite pelas ruas do Leblon na companhia de queridos amigos boêmios, artistas, poetas e aspirantes. Motivos para confraternizar não faltaram. Aliás, inspirações eles tinham de sobra.
De rua em rua, de bar em bar, transversal até o Diagonal, um sossego para colocar o papo em dia.
Entre risos e prosas, alguém percebe a presença do cantor Fagner. Pronto! motivo para certos fãs se aproximarem. E a nossa turma por sua vez, arriscou cantarolar entre si, "Borbulhas de amor." Seguimos rumo até a livraria Letras e Expressões e lá saciamos estômagos famintos. Após o efeito de algumas doses de tequila, uma amiga querida incorporou a personagem de uma bonequinha meiga e brincalhona que dizia "tchu plec tchu plin". Para a nossa surpresa, ela trazia em sua farta bolsa, tubos de bolinhas de sabão. Foi nesse clima que assopramos as bolinhas de sabão que alcançavam até o teto da cafeteria da livraria.
Ainda nesse cenário de descontração, interagimos com as pessoas que encontravam-se na mesa ao lado e a tendência da interação inclinou-se para os devaneios poéticos. Foi nesse cenário que o rumo da nossa madrugada foi se esticando até alcançarmos o destino pré-final. A cena seguinte ocorreu na Padaria Rio Lisboa, onde gozamos de um gostosinho e singelo café com leite e pão na chapa. Tivemos a compania de outro amigo que é uma figuraça e que também perambulava madrugada adentro. Em seguida voltei para a minha home, sweet home, providenciei o meu título de eleitor, exerci o meu direito e obrigaçao de cidadã. Outra vez de volta à casa, tomei outro café da manhã e dormi muito. Quando desperta novamente, minha mente fervorosa de idéias e inspirações tinha cede de papel, caneta, letrinhas e tchu plac tchu plin...
http://www.youtube.com/watch?v=kBy2asyWBDY
sábado, 25 de outubro de 2008
Vaidade que Ofusca
Observo o teu jeito, sem jeito,
tua expressão regada de emoção
que teme uma aproximação
Capto a tua situação.
Sinto o teu mal -estar, encaro a tua audácia
que me fere, que interfere na atmosfera,
tua ambiguidade, tua vaidade que te ofusca.
Teu encanto já não me impressiona tanto.
Vejo o teu desconforto, enxergo o teu olhar,
que tenta disfarçar, mas não há como negar:
você adentrou mares os quais não sabe navegar.
A tendência é você se afundar e o seu valor, eu não
mais considerar.
24/10/2008
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