quinta-feira, 14 de outubro de 2010

NOCHE DE INVIERNO

Estoy con la lluvia a caer, y me pregunto: hasta cuando quedare aqui? Escucho al viento: tu recuerdo es mi religión. Me hace daño estar sin ti.

INVASÃO

Estou cuidando da minha vida privada para que ela não se torne pública nem tão indiscreta como sua pergunta

PAQUERA

Flashes singulares saudade daqueles nossos olhares

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sou refém

das coisas fugidias.

Flerto com o tempo

como quem namora

com o vento

Sou perecível ao tempo

vivo amores vagabundos

vaga vaga mundo

TÚNEL

Vestígios, flashs, indagações

uma sombra de momentos que jaz

suspiros de saudade

a luz no final do túnel

me sinaliza o caminho da chama

que clama por sensações distantes

respeito o tempo

o destino me guia

tateio ás cegas

e com tamanha precisão

até onde sugere minha intuição

domingo, 15 de agosto de 2010

POUSOS E DECOLAGENS

Hoje amanheci com vontade de passear no aeroporto. Desde pequena esse ambiente sempre fez parte da minha história. O fenômeno de atravessar céus, penetrar nuvens e desembarcar em outra cidade ou país, me fascina. Tudo é uma novidade que obedece a rituais. Por um bom tempo da minha vida, enfrentei estes ambientes e me tornei colecionadora de desapegos, especialista em choque cultural. De certa forma aprendi a domesticar as emoções, uma vez que minha vida sempre foi plasmada por hiatos fragmentados. Com frequência me questiono como algumas pessoas conseguem ir embora sem se despedaçar, deixam para trás entes queridos, lugares inesquecíveis. Terão estes seres humanos uma cápsula protetora em seus intímos? em seus corações? não quero respostas, mas busco, sim, sentido. O fogo que me arde a cada despedida, não é o mesmo que me aquece a cada reencontro. Por isso, me sinto um pássaro alado e os aeroportos são a minha morada.

domingo, 25 de julho de 2010

FLOR DO DESERTO - mutilação genital-

Es bela como a luz do sol, tão pura como a luz da lua. Anseias pela liberdade nessa agonia que é só tua