Nietzsche dizia que no mundo da arte e da filosofia, o Homem trabalha para uma imortalidade do intelecto. E eu concluo que no mundo da poesia e da arte, o Homem trabalha para uma imortalidade da alma.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Relação homem e mulher
O importante é não pedir permissão para honrar seus próprios desejos, simplesmente os honre. Vez ou outra quando me canso de relações humanas, observo os animais, eles têm uma sabedoria instintiva um tanto enternecedora.
G.E.P.A.D.
Ele era o mais garanhão da cidade. Tinha "sex appeal", dotado de beleza estética e um tanto sedutor. Nem todo o garanhão é sedutor, pelo contrário e o fato já se torna irrisório. Como este tipo se deslumbra com quantidade duvidosa e descarta qualidade, se torna repetitivo e prosaico. Convenhamos, o que é trivial desencanta rápido.
Por falar em quantidade e qualidade, o dado me remete à mercadoria e esta me leva a pensar em economia, então, me questiono: o que será que se economiza? Será parcimônia de autenticidade? Ou são valores aviltantes? Independentemente das classificações, devo confessar que voltar ao início do texto se torna providencial senão o tal G.E.P.A.D- que entende-se por: GARANHÃO EM POTENCIAL AUTODESTRUIÇÃO, corre sérios riscos de sucumbir às tentações do ego encardido e nefasto. Este é um abre alas para a masmorra de suas crenças insignificantes.
Vai seu potro sem dona, tente resgatar alguma donzela em apuros. Uma vez conquistada, deixe-a tomar as rédeas e ditar se o que a pulsa o coração é um senhor galope ou uma marcha troteada-marcha-ré-da-dor. Olha que toda égua já foi potranca algum dia e sempre há uma porteira em direção ao potril.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
DANÇA COM OS LOBOS
Raios em mim.
Me sinto uma loba
em chamas.
Farejo à margem do ato
quase clandestino:
a astúcia e a sedução
dançam lado a lado,
movidas pelo desejo voraz,
em estado de volúpia.
Trovões, maré cheia.
Se cair na rede, é peixe.
Acuado, o lobo ainda resiste.
A loba, envolvente e certeira,
rosna o beaba da conquista
sem dar nenhuma pista.
No meio da selva, horas depois,
lobo e loba dançam juntos
um baile a dois.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
ALVO
Flechas lançadas ao infinito são dardos inquietantes que nos sugerem a ambivalência de um desconhecido que nos coloca ora diante de nosso gigantismo, ora ante nossa pequenez
segunda-feira, 11 de julho de 2011
TRÉPLICA AO PEDRO VICENTE
Como não dialogar com seu poema que desfila impávido e repleto de analogias e eufonia? me agrada o acaso, me acusa contato.
Reverbera aquela tal quimera que contagiava
nossas almas de meninos encantados com aquelas
bonecas que moravam na vitrine do salão, onde a
Maria e a Emilia faziam de conta que a brincadeira
do "mia gato" era apenas euforia pós-ceia.
Mal sabiam que aquele som melodioso da harpa que
penetrava nossos ouvidos e corações eram sutis notas
oriundas dos porta-retratos.
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