quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Humano, demasiadamente humano

O titulo sugere uma idéia de fragilidade do ser humano. Quando observo o Homem e analiso os mais genuínos detalhes desse ser, noto uma grande fragilidade por trás de uma armadura que a vaidade, a auto-estima, a sociedade e a cultura sustentam. Essa armadura é na verdade uma defesa, uma maneira de auto-proteção e até mesmo uma forma de perpetuar a espécie. Humano, demasiadamente humano, remete a essa noção de fragilidade do Homem e o tanto que ele é falível e por vezes, até mesmo vulnerável. É frágil porque é um animal que sente e que pensa; é domesticado e civilizado porque é inserido na sociedade. No entanto, a modernidade é marcada por uma forte tendência á individualização e algumas vezes essa individualidade trás solidão e então, esse sujeito é exposto ás mais profundas fragilidades e se dá conta de que ele não é onipotente, não é onipresente e muito menos onisciente. Ele é sim um ser em constante evolução. Humano, demasiadamente Humano. 3/12/07

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