Nietzsche dizia que no mundo da arte e da filosofia, o Homem trabalha para uma imortalidade do intelecto. E eu concluo que no mundo da poesia e da arte, o Homem trabalha para uma imortalidade da alma.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
TRAÇO AGRESTE
Era uma beleza arisca. Daquelas que se tem vontade de admirar através de sigilo. Como se fosse ato clandestino. Os traços do rosto, eram arredios a obviedades, ainda assim havia simetria que configurava ar selvagem. Em seu olhar, era nítido o espírito destemido e determinado. Xamã, cacique, chefe de tribo e quem sabe cavaleiro indígena. Um sábio na arte de cavalgar e de driblar obstáculos. Um profeta das intempéris climáticas. Um paladino das florestas. Um Homem dotado de volúpia e charme. Arisco sim,arrisco dizer: agridoce. Sabor atraente. Atiça a saliva. A minha, a dele. A nossa. Te quero no pântano. Mata adentro. Faro de animal Lua cheia, Uivo de Loba. Auuuuuuu!
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