O poeta enxerga a pequena luz
no final do túnel,
enxerga a cegueira da visão,
dá sentido á sua intuição.
Lê nas entrelinhas,
decifra sinais,
interpreta sentidos,
dilacera tabus,
cria e recria,
alivia a ortografia,
registra sua condição,
esboça sua alma
nua e crua. Traduz
essa agonia.
Mariana Junqueira





