Nietzsche dizia que no mundo da arte e da filosofia, o Homem trabalha para uma imortalidade do intelecto. E eu concluo que no mundo da poesia e da arte, o Homem trabalha para uma imortalidade da alma.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
DO AMOR - comentário à Natália Parreiras
Naty, relendo seu texto, quase dois anos depois, me impressiona o novo deslumbramento que me causa. Como o poder transformador do tempo em sintonia com as experiências, é capaz de influenciar nossa leitura e assimilação da mesma. Ler é um ato de relação e corelação e muitas vezes de indentificação. "Pra mim o amor é uma instância, de fato, solitária. Se ama na presença, de modo absolutamente diverso de como se ama na saudade, na impossibilidade dos corpos, ou do "alinhamento dos astros". O AMOR ACOMPANHADO é um delírio de dias contados." Muito mágica toda esta "poética-filosófica" reflexão e percepção sobre o amor, mas, também um tanto ambígua e instigante pois, me faz questionar se de veras o que nos move saudade, é o objeto amado ou o desejo por sentir saudade... amar na saudade nos impõem um belo desafio, o coração fica vigilante e inquieto ao passo que amar na presença, nos proporciona uma certa sensação de êxtase controlado, platô.
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