sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Poema Gestação

Eu estou grávida do meu livro, sinto as contrações. Minhas mãos suam frio expectativa que não cessa, adrenalina corre solta pelas frestas de minhas veias, minha verve clama pelo choro do meu parto. Um ser poesia coabita meu ventre, se nutre da minha alma, respira o meu oxigênio, sobrevive de meus devaneios Mariana Junqueira 11/09/2009

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Laços

Sempre adoro os comentários dos leitores, em meu blog. Todos que me deixam recados sempre gosto, porque me incentivam e me inspiram a escrever mais e mais; e o escrever me matém viva e acesa. A minha relação com a escrita é simbiótica e atemporal e, por essa razão, é uma condição do meu viver. Os acontecimentos do dia a dia , as frases e palavras que as pessoas pronunciam na rua, no trabalho, na faculdade, na feira livre ou em qualquer espaço, são fontes de inspiração e criação para o escritor. Ler significa reconhecer o sinal e o código, portanto, é um ato de relação. Vamos estreitar os laços entre escritor e leitor: esse é um presente que podemos nos dar uns aos outros. Mariana Junqueira 10/9/2009

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Caos Intelectual

O poeta enxerga a pequena luz no final do túnel, enxerga a cegueira da visão, dá sentido á sua intuição. Lê nas entrelinhas, decifra sinais, interpreta sentidos, dilacera tabus,
cria e recria,
alivia a ortografia,
registra sua condição,
esboça sua alma
nua e crua. Traduz
essa agonia. Mariana Junqueira

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Bagagem Atemporal

Carrego cá em minhas costas a bagagem atemporal do meu viver Meus caminhos registram os desertos que atravessei e também os oásis que contemplei Meu corpo físico-carnal em harmonia com o anímico transluz os territórios que desbravei Sou peregrina Sou também essa metamorfose Em constante transformação 20/8/2009

domingo, 19 de julho de 2009

Guimarães Rosa

"Sempre sei, realmente. Só o que eu quis, todo o tempo, o que eu pelejei para achar, era uma coisa só - a inteira - cujo significado e vislumbrado dela eu vejo que sempre tive. A que era: que existe uma receita, a norma dum caminho certo, estreito, de cada uma pessoa viver - e essa pauta cada um tem - mas a gente mesmo, no comum, não sabe encontrar; como é que, sozinho, por si, alguém ia poder encontrar e saber?"Guimarães Rosa Comentário: MARAVILHOSO pensamento. Um tanto reflexivo e intrigante. Fica um questionamento: Será que a sociedade, a cultura ou até mesmo a religião poderá responder? :) Mariana Junqueira 19 de Julho de 2009 00:44

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Borboletas Farfalhantes

Tenho borboleteado por caminhos incertos mas, que sempre me proporcionam momentos de criação e interação Escuto o farfalho das borboletas que sobrevoam o céu deste inverno E que são embaladas pelo piar dos pássaros A natureza é sábia, me carrega no colo Ou simplesmente me dá as mãos E me mostra a direção Decido se quero ir ou não Costumo seguir a minha intuição assim como as borboletas Farfalho as minhas asas e lanço Vôos ao acaso que me encorajam A sobreviver 16/7/2009 por Mariana Junqueira- sempre

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Sombra do Silêncio

Piso com minha mente descalça no asfalto
do meu interior
para que eu possa me sentir, me tocar.
Enxergo a sombra do silêncio,
sinto a textura do meu ser,
o cheiro da minha alma.
Experimento o paladar
da minha quietude.
Nada mais a declarar.
3/07/2009 por Mariana Junqueira sempre