Nietzsche dizia que no mundo da arte e da filosofia, o Homem trabalha para uma imortalidade do intelecto. E eu concluo que no mundo da poesia e da arte, o Homem trabalha para uma imortalidade da alma.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
PÊNDULO DO TEMPO
Tenho contado para as horas
que desfilam dispersas pelo meu dia, os sabores dos beijos que compartilhei.
Revelo para os muros e paredes, os amores mutantes,
as bocas estreiantes, robustas e ávidas por desejos
de outrora.
Confesso para as inconstâncias do tempo, as urgências
de um amor interrompido. Em trajes de distâncias,
flerto com as reticências do acaso, os significados.
domingo, 29 de janeiro de 2012
A FLOR E O MAR
A rosa vermelha foi lançada em direção ao mar,mas ficou na pedra. Instantes depois, um pássaro sobrevoou a flor que lá permanecia,intacta e bela, com suas pétalas voltadas para cima.
Meu desejo é que venha uma onda forte e grande e a carregue ao mar. O destino da flor é o mar. No dia em que colhi a rosa, cometi um lapso e não dei a ela os cuidados básicos que se dá a uma rosa fechada e que anseia desabrochar. Ela ficou sedenta e somente no dia seguinte é que me lembrei de tratá-la com a delicadeza e o carinho que se trata uma flor. Hoje, dia que escolhi para jogá-la no mar, ela não suportou e não ultrapassou da pedra.
Finalmente bateu uma onda mais forte e a rosa foi regada, mas ainda permanecia na pedra. O que me resta, neste momento, é a esperança da força das águas e a sabedoria dos ventos.
A natureza se encarrega de proporcionar o encontro da rosa com o mar.
16/2/2011
Meu desejo é que venha uma onda forte e grande e a carregue ao mar. O destino da flor é o mar. No dia em que colhi a rosa, cometi um lapso e não dei a ela os cuidados básicos que se dá a uma rosa fechada e que anseia desabrochar. Ela ficou sedenta e somente no dia seguinte é que me lembrei de tratá-la com a delicadeza e o carinho que se trata uma flor. Hoje, dia que escolhi para jogá-la no mar, ela não suportou e não ultrapassou da pedra.
Finalmente bateu uma onda mais forte e a rosa foi regada, mas ainda permanecia na pedra. O que me resta, neste momento, é a esperança da força das águas e a sabedoria dos ventos.
A natureza se encarrega de proporcionar o encontro da rosa com o mar.
16/2/2011
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
O AMOR EM DIÁLOGOS COM A SAUDADE
Me questiono se de veras o que nos move saudade, é o objeto amado ou o desejo por sentir saudade... amar na saudade nos impõem um belo desafio, o coração fica vigilante e inquieto ao passo que amar na presença, nos proporciona uma certa sensação de êxtase controlado, platô.
DO AMOR - comentário à Natália Parreiras
Naty, relendo seu texto, quase dois anos depois, me impressiona o novo deslumbramento que me causa. Como o poder transformador do tempo em sintonia com as experiências, é capaz de influenciar nossa leitura e assimilação da mesma. Ler é um ato de relação e corelação e muitas vezes de indentificação. "Pra mim o amor é uma instância, de fato, solitária. Se ama na presença, de modo absolutamente diverso de como se ama na saudade, na impossibilidade dos corpos, ou do "alinhamento dos astros". O AMOR ACOMPANHADO é um delírio de dias contados." Muito mágica toda esta "poética-filosófica" reflexão e percepção sobre o amor, mas, também um tanto ambígua e instigante pois, me faz questionar se de veras o que nos move saudade, é o objeto amado ou o desejo por sentir saudade... amar na saudade nos impõem um belo desafio, o coração fica vigilante e inquieto ao passo que amar na presença, nos proporciona uma certa sensação de êxtase controlado, platô.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
AUTONOMIA DO DESEJO
Ás vezes sinto vontade de me entregar ao sexo oposto de maneira selvagem e despretensiosa. Ignorando tabus sociais, dogmáticos e culturais. Coito sem semideuses, apenas cópula carnal. Sexo sem propriedade. Um brinde à renuncia hierárquica. Não é apologia ao bacanal nem mesmo à libertinagem, é um reconhecimento ao instinto primitivo e sensorial.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
SOMBRA FELINA
Há uma sombra que me persegue,
tem quatro patas.
É na calada da noite
que ela se insinua,selvagem.
Faz,de meu corpo, seu escravo.
Seu hálito de fera ofusca
meus sentidos.
O cheiro de mato, que cresce
ao seu redor, me enfeitiça.
Quimera de ter você outra vez
ao meu lado.
Ah, não são apenas sonhos
nem fantasias, sinto na
atmosfera.
Ela me acompanha na sombra das horas,
me preenche de abstratos e tem
garras de pantera.
16/6/2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Faces da Palavra
Sempre ela, a tal da palavra:
Pode ser forte como um trovão
e destruir uma intenção.
Como pode ser tão suave
capaz de transformar
um coração.
Assinar:
Postagens (Atom)
