Nietzsche dizia que no mundo da arte e da filosofia, o Homem trabalha para uma imortalidade do intelecto. E eu concluo que no mundo da poesia e da arte, o Homem trabalha para uma imortalidade da alma.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Constatação
O macho mais criativo na dança do acasalamento e aquele que se esforça com mais veemência, ganha a presa. É a lei da natureza. Então seus potros sem donas, observem os sinais, reflitam e façam acontecer no tempo certo. Contemplar os animais pode ser uma "arma" poderosa a favor da compreensão do comportamento humano.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
A FONTE DAS MULHERES
Assisti o filme A FONTE DAS MULHERES. Gostei muito, mas também testemunhei uma realidade que me intrigou bastante. Diria até que me causou certa revolta. Me coloquei no lugar daquelas mulheres submissas e ao mesmo tempo, fortes, sábias, algumas corajosas e revolucionárias. Traçar uma teia reflexiva da trajetória do ser feminino através dos séculos, em uma sociedade machista, opressora, dogmática e ignorante, me faz crer que as mulheres já conquistaram alguma voz e respeito, mas ainda falta muita lenha para queimar o brasão que há no intímo de cada mulher.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Amanheci ás 6:00am, desjejum ás 6:20 e uma energia contagiante. Ufa! estou viva! Biquine por baixo, onde as geografias são mais desertas é cálidas. Proteção no visage e nas escápulas. Nada me escapa. O tempo, o meu fiscal: nem um minuto a mais nem dois a menos. Do posto seis ao cinco, um trote cadenciado pelas areias de copa. Pernas fortes e senhoras das certezas de um esforço planejado. O destino seguinte foi a sessão de acumpuntura para aliviar tensões ciáticas. Me senti uma cobaia anatômica em prol da ciência, afinal, os estagiários de fisioterapia e áreas afins estavam ávidos por conhecimento. As agulinhas penetradas no meu corpo me disseram muito sobre minhas conexões energéticas.
7/2/2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
PÊNDULO DO TEMPO
Tenho contado para as horas
que desfilam dispersas pelo meu dia, os sabores dos beijos que compartilhei.
Revelo para os muros e paredes, os amores mutantes,
as bocas estreiantes, robustas e ávidas por desejos
de outrora.
Confesso para as inconstâncias do tempo, as urgências
de um amor interrompido. Em trajes de distâncias,
flerto com as reticências do acaso, os significados.
domingo, 29 de janeiro de 2012
A FLOR E O MAR
A rosa vermelha foi lançada em direção ao mar,mas ficou na pedra. Instantes depois, um pássaro sobrevoou a flor que lá permanecia,intacta e bela, com suas pétalas voltadas para cima.
Meu desejo é que venha uma onda forte e grande e a carregue ao mar. O destino da flor é o mar. No dia em que colhi a rosa, cometi um lapso e não dei a ela os cuidados básicos que se dá a uma rosa fechada e que anseia desabrochar. Ela ficou sedenta e somente no dia seguinte é que me lembrei de tratá-la com a delicadeza e o carinho que se trata uma flor. Hoje, dia que escolhi para jogá-la no mar, ela não suportou e não ultrapassou da pedra.
Finalmente bateu uma onda mais forte e a rosa foi regada, mas ainda permanecia na pedra. O que me resta, neste momento, é a esperança da força das águas e a sabedoria dos ventos.
A natureza se encarrega de proporcionar o encontro da rosa com o mar.
16/2/2011
Meu desejo é que venha uma onda forte e grande e a carregue ao mar. O destino da flor é o mar. No dia em que colhi a rosa, cometi um lapso e não dei a ela os cuidados básicos que se dá a uma rosa fechada e que anseia desabrochar. Ela ficou sedenta e somente no dia seguinte é que me lembrei de tratá-la com a delicadeza e o carinho que se trata uma flor. Hoje, dia que escolhi para jogá-la no mar, ela não suportou e não ultrapassou da pedra.
Finalmente bateu uma onda mais forte e a rosa foi regada, mas ainda permanecia na pedra. O que me resta, neste momento, é a esperança da força das águas e a sabedoria dos ventos.
A natureza se encarrega de proporcionar o encontro da rosa com o mar.
16/2/2011
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
O AMOR EM DIÁLOGOS COM A SAUDADE
Me questiono se de veras o que nos move saudade, é o objeto amado ou o desejo por sentir saudade... amar na saudade nos impõem um belo desafio, o coração fica vigilante e inquieto ao passo que amar na presença, nos proporciona uma certa sensação de êxtase controlado, platô.
DO AMOR - comentário à Natália Parreiras
Naty, relendo seu texto, quase dois anos depois, me impressiona o novo deslumbramento que me causa. Como o poder transformador do tempo em sintonia com as experiências, é capaz de influenciar nossa leitura e assimilação da mesma. Ler é um ato de relação e corelação e muitas vezes de indentificação. "Pra mim o amor é uma instância, de fato, solitária. Se ama na presença, de modo absolutamente diverso de como se ama na saudade, na impossibilidade dos corpos, ou do "alinhamento dos astros". O AMOR ACOMPANHADO é um delírio de dias contados." Muito mágica toda esta "poética-filosófica" reflexão e percepção sobre o amor, mas, também um tanto ambígua e instigante pois, me faz questionar se de veras o que nos move saudade, é o objeto amado ou o desejo por sentir saudade... amar na saudade nos impõem um belo desafio, o coração fica vigilante e inquieto ao passo que amar na presença, nos proporciona uma certa sensação de êxtase controlado, platô.
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